segunda-feira, 31 de maio de 2010
O amanhã não existe, até que ele se torne hoje.
Aprendi a perder. O valor inteiro. Perdi amigos. Perdi amores. Perdi apostas. Perdi o orgulho. Perdi a razão. Perdi a postura. Perdi o amor-próprio. Perdi minha vocação de ser "senhor" de mim. Perdi a independência. Só não perdi a fé. Não sei quando a vocês, mas da minha fé, eu não abro mão. Há uns meses atrás, dando o peito a bater, e a cara a tapa, defendi o profano. Perdi isto também. E nem sei, mas sempre soube que não ia durar pra sempre. Como dizem né, que seja eterno enquanto dure. E como durou. Se pudesse voltar atrás, sem que isto retirasse o que aprendi, eu não faria nem 1/3 do que fiz. Mas não dá. Não tem como. Mas não lamento tanto assim, perdoe se parecer lamento. Na verdade transbordo-me em alegria ao escrever este. Sabe, quando dizem pra você tomar cuidado para quem, ou para o que dá a tua vida, não brincam. Eles realmente falam sério. E meus pais? Estes tinham razão. Como foi mesmo que minha mãe disse-me? Acho foi algo assim: dentro de 2 ou 3 meses você esquece. Você vai ver. É fogo de palha. E não era verdade? Eu esqueci. E nem tudo que se perde tem valor. É algo meio contraditório, porque tem coisas que tu dá valor e que não tem. E quanto perdes, vê. Não tinha valor. Não era verdadeiro. Exulto em meu espírito a alegria de ter perdido coisas inúteis. E quão grande é a alegria de ver que, tu fizeste escolha certa. Digo isto a você, dói na hora, mas um dia verás, não tinha tanto valor assim, quão enganoso é nosso coração não é? Ele enganou-me feio. Não engana mais. Pelo menos eu acho. O que mais aprendi é que, às vezes, perder vale à pena. Valeu pra mim. Eu era isto quando encontrou-me, mas estou bem melhor de que quando teu rosto deparou-se com o meu. E se olhares bem dentro dos meus olhos, diferente também estou. Mas de tudo que perdi, o que mais lamento, é o tempo. Quanto tempo perdi com coisas vãs. E tempo, ele não volta. Nunca. Mas as outras coisas, vão e vem, continuamente. Infelizmente. Mas o tempo não, este é o agora. E o agora já passou.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário